Toy Story 5 já chegou aos cinemas brasileiros. No entanto, a nova aventura da Pixar não aposta apenas na nostalgia para emocionar o público. Desta vez, Woody, Buzz, Jessie e os outros brinquedos enfrentam uma ameaça bem atual: a tecnologia. Segundo a Disney Brasil, o filme estreou oficialmente nos cinemas do país em 18 de junho de […]

Toy Story 5 já chegou aos cinemas brasileiros. No entanto, a nova aventura da Pixar não aposta apenas na nostalgia para emocionar o público.
Desta vez, Woody, Buzz, Jessie e os outros brinquedos enfrentam uma ameaça bem atual: a tecnologia.
Segundo a Disney Brasil, o filme estreou oficialmente nos cinemas do país em 18 de junho de 2026. Além disso, a página oficial da Disney destaca que a trama gira em torno da chegada de Lilypad, um tablet que muda a relação de Bonnie com seus brinquedos.
A Reuters também reforça esse ponto. Segundo a agência, Bonnie passa a sofrer pressão para deixar os brinquedos de lado e se aproximar do universo das telas. Com isso, Jessie ganha uma posição mais emocional na história.
Brinquedos contra tecnologia em Toy Story 5
A grande ideia de Toy Story 5 está em atualizar o conflito da franquia. Antes, os brinquedos enfrentavam ciúmes, abandono, colecionadores e a passagem do tempo.
Agora, porém, a disputa é por atenção.
Bonnie começa a se afastar dos brinquedos. Enquanto isso, Lilypad entra na história como símbolo da infância digital. Ele não precisa ser um vilão clássico. Afinal, uma tela brilhando no canto da sala já consegue fazer bastante estrago.
Por isso, o filme conversa com duas gerações ao mesmo tempo. De um lado, estão as crianças que vivem cercadas por tablets e celulares. Do outro, estão os adultos que cresceram com Woody e Buzz.
Essa mistura é importante. Afinal, Toy Story sempre falou sobre crescer. Agora, a franquia parece falar sobre crescer em uma era cheia de notificações.
Jessie ganha mais destaque
Outro ponto importante é o papel de Jessie. A personagem sempre carregou uma das histórias mais emocionantes da franquia.
Em Toy Story 2, ela já lidava com o medo de ser esquecida. Agora, esse sentimento volta com outro peso.
Desta vez, o medo não vem apenas de uma criança crescendo. Ele vem de um mundo onde brincar parece competir com telas, vídeos curtos e aplicativos.
Além disso, Jessie passa a representar uma pergunta central do filme: ainda existe espaço para brinquedos em uma infância digital?
A resposta não parece simples. Mesmo assim, é exatamente esse tipo de pergunta que combina com a Pixar. Parece fofo por fora, mas vem com um tijolinho emocional escondido no bolso.
Uma aposta alta para a Pixar
Toy Story 5 também chega com grande expectativa de bilheteria. Segundo a Reuters, o filme deve abrir forte nos Estados Unidos, com projeções entre US$ 150 milhões e US$ 175 milhões.
A Barron’s também aponta uma abertura poderosa para o longa. De acordo com a publicação, o novo filme pode ter a maior estreia doméstica da franquia.
Esse interesse não surpreende. Afinal, Toy Story é uma das marcas mais importantes da Pixar. Desde 1995, a franquia mistura humor, aventura e aquele golpe emocional que faz adulto fingir que caiu poeira no olho.
No entanto, cada novo capítulo também vem com uma dúvida. Será que a história ainda precisava continuar?
No caso de Toy Story 5, a resposta pode estar no tema escolhido. Em vez de repetir apenas a fórmula, o filme tenta falar sobre a infância de hoje.
Vale ficar de olho?
Para quem cresceu com Woody e Buzz, Toy Story 5 deve funcionar como uma nova dose de nostalgia. Porém, o filme também busca conversar com quem está chegando agora.
Afinal, o conflito entre brinquedos e tecnologia é fácil de entender. Ele está dentro de muitas casas, salas e quartos infantis.
No fim, o filme parece lembrar que brincar nunca foi apenas sobre objetos. Era sobre criar mundos.
E talvez esse seja o verdadeiro desafio dos brinquedos agora: provar que ainda existe magia fora da tela.
Toy Story 5 já está em cartaz nos cinemas brasileiros.